sábado, 1 de junho de 2013

1º ano - aula 29 - Poluição térmica

A poluição térmica consiste no aquecimento das águas naturais

Pela introdução de água quente utilizada na refrigeração de centrais elétricas, usinas nucleares, refinarias, siderúrgicas, e industrias diversas.

A elevação da temperatura das águas naturais reduz a solubilidade do gás oxigênio (O2) na água

Fazendo com que esse gás escape mais facilmente para a atmosfera.

Isso causa uma diminuição de sua disponibilidade na água

Prejudicando diversas espécies de seres vivos aeróbicos aquáticos.



1º ano - aula 28 - Metais pesados - Mercúrio e Chumbo

POLUIÇÃO POR MERCÚRIO

O envenenamento geralmente ocorre pela ingestão de sais solúveis de mercúrio

Ou pela inalação de vapores desse metal.





No garimpo, o mercúrio  é usado para dissolver partículas de ouro que se encontram junto a pedras e areia,

formando um amálgama (liga líquida de um metal com mercúrio).

A evaporação do mercúrio, por aquecimento, com o auxílio de um maçarico,

Deixa o ouro como resíduo e gera grandes quantidades de vapor de mercúrio

Estima-se que 650 a 1.000 toneladas por ano, ou um terço do total de emissões do metal.

A contribuição brasileira é estimada em 10 a 30 toneladas por ano.

Tremores musculares, coceira persistente, sensação de queimação na pele, mudanças de personalidade.

Estes são alguns dos sintomas do envenenamento crônico,

Ou seja, absorção freqüente de pequenas quantidades do elemento ou seus derivados.

Já o envenenamento agudo, pela ingestão de compostos de mercúrio, é ainda pior:

Se não tratado, leva à morte em cerca de uma semana.

Caso atinja os rios, o mercúrio se concentra ao longo das cadeias alimentares

Intoxicando os peixes e os seres humanos que deles se alimentarem.


Em nosso dia-a-dia o mercúrio está presente em termômetros, lâmpadas fluorescentes, pilhas e até mesmo nas obturações de dentes.









POLUIÇÃO POR CHUMBO

Outro elemento metálico que é um sério poluente é o chumbo.

O acúmulo de chumbo no organismo causa uma doença denominada saturnismo.






A poluição por chumbo é causada por industrias diversas.



Como a de cristais, fundições, minas, entre outros exemplos.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

1º ano - aula 27 - Poluição por Petróleo

O derramamento de petróleo nos mares afeta em demasia os seres vivos das áreas atingidas.

Uma camada de petróleo de 1 cm de espessura sobre a água é suficiente para reduzir a penetração da luz.

Normalmente, a luz do Sol penetra até 200 metros de profundidade.

A partir daí, há escuridão total.

São as chamadas zonas afóticas (sem luz).

1 cm de espessura de óleo derramado é suficiente para reduzir de 200 para 20 metros a penetração da luz solar.

Isso compromete a atividade fotossintetizante das algas situadas nas regiões mais profundas.


A mancha negra dificulta a oxigenação da água.


Provocando a morte de inúmeras formas de vida aeróbicas por asfixia.


O fitoplâncton envenenado transfere o óleo, através da cadeia alimentar, intoxicando os demais níveis tróficos.

1º ano - aula 26 - Radiatividade - Estrôncio 90 e Iodo radiativo

Os produtos radiativos podem ser lançados no meio ambiente por:

Explosões atômicas

Água utilizada para o resfriamento dos reatores das usinas nucleares

Detritos atômicos formados nessas usinas

Entre os vários poluentes radiativos, um dos mais perigosos é o

Estrôncio 90.

Que além de apresentar uma meia vida relativamente alta (cerca de 28 anos)

É um elemento metabolizado pelo organismo de forma semelhante ao cálcio.

- meia vida é o intervalo de tempo no qual a metade de um conjunto de átomos  radiativos perde a 

capacidade de emitir radiatividade - 

O estrôncio 90 pode ser adquirido, por exemplo, pela ingestão de leite e ovos contaminados

E aloja-se nos ossos

A radiatividade emitida pelo estrôncio 90 pode alterar a atividade da medula óssea

Impedindo a produção de células sanguíneas

Provocando no indivíduo uma forte anemia ou até mesmo a leucemia.

Iodo radiativo

O iodo radiativo aloja-se na glândula tireóidea, reduzindo-lha a atividade

Além de provocar o surgimento de câncer nessa glândula.

Os elementos radiativos, quando bem manipulados, são uteis aos seres humanos

Como é o caso do Césio 137 que é utilizado no tratamento de tumores cancerosos.





COMO É POSSÍVEL RECUPERAR UM RIO POLUÍDO?

Por Rodrigo Ratier

Bastam três ações: coletar, afastar e tratar os esgotos antes de lançá-los no rio. 

A receita é simples, mas a maioria dos países não consegue aplicá-la.

Um relatório da Comissão Mundial de Águas, entidade internacional ligada à ONU, aponta que entre os 500 maiores rios do mundo, mais da metade enfrenta sérios problemas de poluição.

No Brasil, o triste exemplo é o Tietê, seguramente um dos rios mais poluídos do planeta.

Quando passa pela região metropolitana de São Paulo, ele recebe quase 400 toneladas de esgoto por dia e é considerado morto: só sobrevivem no seu leito organismos que não precisam de oxigênio, como certos tipos de bactérias e fungos.

A principal causa da poluição é o esgoto doméstico.

"Quase 5 milhões de pessoas ainda têm seus detritos lançados diretamente no rio", afirma o engenheiro Lineu José Bassoi, da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do governo de São Paulo.

Quando se sonha com a despoluição do Tietê, é inevitável lembrar do Tâmisa, na Inglaterra.

A história do rio mais sujo da Europa no século XIX começou a mudar na década de 60, quando um sistema de estações de tratamento removeu quase 100% dos esgotos lançados no rio, que hoje tem peixes vivendo em toda a sua extensão.

O caso paulista é mais complicado.

Primeiro porque o Tâmisa recebia menos esgoto e tem vazão maior que o Tietê, diluindo melhor a sujeira.

Segundo porque os encanamentos brasileiros utilizam o sistema de separador absoluto: a água da chuva recolhida pelos bueiros corre em uma tubulação (galeria pluvial) e o esgoto em outra.

Na Inglaterra, os dois sistemas se misturam e seguem juntos para a estação de tratamento.

"No Brasil, só o esgoto é filtrado.

A galeria pluvial, que vai direto para o rio, possui um número imenso de ligações de esgoto clandestinas", diz o engenheiro Antonio Marsiglia Netto, da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

Uma das soluções para controlar essa sujeira seria instalar estações de tratamento dentro do próprio rio.

Outra ação essencial é aumentar a quantidade de esgoto tratado, que hoje está em 64% na região metropolitana de São Paulo - tarefas que levarão pelo menos mais 20 anos.

Operação de guerra

Trabalho de limpeza do rio Tietê, em São Paulo, tem várias frentes de ação

A origem do problema 

O Tietê sofre a ação de três tipos de poluição:

a industrial,

a difusa (formada pelo lixo de casas e das ruas levado pela chuva)

e a do esgoto doméstico, a mais prejudicial de todas.

Barras de proteção 

Parte do encanamento da rede de esgotos conta com grades para tentar barrar o lixo sólido que vai para o rio.

Entre os dejetos presos nas tubulações, os técnicos da Cetesb já encontraram até um Fusca

Câmera espiã 

Para identificar ligações de esgoto clandestinas nas galerias de águas pluviais (que recolhem a água da chuva), uma minicâmera passeia pela tubulação.

A cada ano, são descobertas 70 mil ligações irregulares!

Oxigênio em dose extra

Uma das melhores opções para remover a sujeira que cai no rio é a chamada estação de flotação.

No fundo do rio, uma rede de tubos injeta microbolhas de oxigênio que fazem a sujeira boiar, facilitando sua retirada.

Uma usina experimental de flotação, montada no rio Pinheiros (que joga água no Tietê), deve entrar em operação nos próximos dois meses

Rebaixamento do leito

O aprofundamento de 2,5 metros da calha do Tietê, aumentando sua profundidade, visa evitar enchentes.

Mas um fluxo de água maior também ajuda na despoluição.

Além de areia e terra, as dragas já retiraram mais de 85 mil pneus do fundo do rio!

Filtragem limitada 

Cerca de dois terços do esgoto da Grande São Paulo passam por uma das cinco estações de tratamento da região antes de chegar ao rio.

A água que sai daqui para o Tietê é água de reuso - serve para irrigação e indústrias, mas não é potável

Modernização industrial

Mercúrio, zinco, chumbo e outros metais pesados ainda aparecem no Tietê, mas em concentrações muito menores que em 1992, quando começou o trabalho de despoluição.

Hoje, 90% das 1 250 indústrias poluentes têm algum tipo de tratamento próprio para seu esgoto químico

1º ano - aula 25 - Eutrofização

Fenômeno em que um ecossistema aquático recebe nutrientes diversos.

Principalmente compostos nitrogenados e fosforados.

A eutrofização resulta da percolação, no solo, de fertilizantes químicos utilizados na agricultura.

Da quantidade excessiva de lixo jogada nos rios.

Do despejo de esgotos domésticos e de resíduos industriais diversos.

Toda essa matéria orgânica vai ser decomposta.

Isso favorece o surgimento de uma superpopulação de organismos decompositores

Que consomem rapidamente o gás oxigênio dissolvido na água.

Provocando a morte por asfixia dos organismos aeróbicos.

O ambiente, então, passa a ter uma nítida predominância de organismos anaeróbicos.

Esses organismos produzem substâncias tóxicas diversas.

Como o malcheiroso ácido ou gás sulfídrico, que tem odor semelhante ao de ovos podres.

Às vezes, ocorre a proliferação excessiva de certas algas.

Provocando o fenômeno chamado floração das águas.

Nesse caso, a superpopulação de algas superficiais forma um "tapete" sobre as águas.

A luz solar não consegue penetrar na água

Impedindo as algas submersas de realizar fotossíntese

Provocando-lhes a morte.  







O gás oxigênio produzido pelas algas superficiais é, quase que totalmente, liberado na atmosfera.

1º ano - aula 24 - Inversão Térmica

Normalmente, a luz solar é absorvida pela superfície terrestre e é irradiada na forma de raios infravermelhos (calor).

Assim, o ar das camadas superficiais é aquecido ficando mais quente e mais leve que o ar das camadas superiores.

Isso faz com que o ar das camadas superficiais, quente e leve, suba.

Enquanto que o ar das camadas superiores, frio e denso, portanto, pesado, desça.

Forma-se, então, um contínuo fluxo de ar entre as camadas superiores e inferiores da atmosfera.

Formam - se os ventos.

Porém, principalmente no inverno, pode ocorrer um fenômeno chamado inversão térmica.

O solo não se aquece suficientemente e o ar superficial (das camadas inferiores) não esquenta.

Portanto, não sobe.

O ar das camadas superiores não desce.

Não havendo o contínuo fluxo de ar a poluição não se dissipa.

Resultando em uma nevoa portadora de poluentes diversos.





O smog tem provocado a morte de pessoas, geralmente idosas, com problemas pulmonares e cardíacos.